“Amo voxê papai, boa notche” são as palavras do meu caçula de 2 anos todas as noites antes de dormir. Com os olhos marejados efetuo o ritual de boa noite com o Lucas e a Laura, meus dois filhos do terceiro casamento. A lua de mel com a minha primeira esposa foi em Nova Iorque, com a segunda foi em Tokio. De ambas me separei, por isso decidi fazer minha lua de mel com a terceira, a Patrícia, em Aparecida do Norte, espero que essa união dure para a vida toda.
No meu primeiro casamento eu viaja muito com minhas produções e carrego uma culpa gigantesca pela ausencia na criação dos meus dois filhos mais velhos. Então, como sou muito intenso, na minha relação atual decidimos inverter os papéis: a esposa feminista e cheia de vontade de provar tudo para todos foi à caça e eu cuido da prole como um verdadeiro pãe.
Troco fralda, dou banho, faço a janta e sou pãetorista para levar e buscar na escola. Enfim, todas as belezas e durezas da vida do lar. Como escritor, consigo trabalhar em casa e me dedicar à família. E o que eu descobri nessa dupla jornada?
Que a mulherada é fod@stica. É muito dificil conseguir manter a geladeira em ordem, estabelecer o cardapio da semana, garantir que terá uniforme limpo para o dia seguinte e não se descuidar das reuniões com fornecedores, manter os clientes satisfeitos, ter estoque de livro disponível… Aff é muito malabarismo, são muitos pratos para equilibrar.
Mães e mulheres sou eternamente fã de vocês. Esses últimos anos amoleceram meu coração e me descobri um pãe chorão e realizado. Descobri que não ser o provedor, longe de trazer moleza, traz responsabilidades emocionais homéricas e uma felicidade com a prole inenarrável.
Nesse dia das Mães desejo que mais pais possam ter a possibilidade de vivenciar essa relaçao intensa com seus pequenos e que mais mães tenham os afazeres domesticos e os cuidados diarios com os filhos divididos dignamente com os pais. Nada como vestir o sapato alheio para entender seus calos nos pés.
Mino de Oliveira
Autor do livro “Realizo, Logo Sou”
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