Psicologia e Comportamento

A gentileza é como pretinho básico, não tem como errar

Por Najara Gomes
Fica entre parênteses

Inúmeros são os momentos que nos sentimos desamparados. Ainda que tenhamos para onde voltar, é como se o caminho estivesse em neblina e fica difícil encontrar o lado certo. Dia após dia, nos encontramos em situações que nos tiram o ar, a confusão se fixa na nossa pele e se torna inquilina. No entanto, dentro do nosso caos interno, há o que nos acalma e dá esperança para continuar: a gentileza de alguém.

É como abrir as janelas do quartinho do fundo e deixar o ar entrar. Dá aquela aliviada, assim como uma válvula de escape. Deixa a gente mais leve e tira algum peso dos nossos ombros.

Estamos tão acostumados com a arrogância alheia. E na maior parte do tempo, passamos despercebidos, como se nossa massa fosse feita apenas de vento e ninguém está nos vendo ali. Acumulamos tanto desafeto que o devolvemos sem perceber. Mal olhamos para a pessoa que nos entrega o bilhete nas estações de metrô, esquecemos que existe alguém atrás de todas as janelinhas de vidro blindadas. Apenas ignoramos a existência de outro ser ali, bem na nossa frente. Pegamos o que queremos e saímos. Todos invisíveis.

Não é normal repassar essas atitudes. Propagar a ignorância é um ato de vandalismo contra a nossa humanidade. É preciso cultivar a empatia, não importa o quão difícil seja depois se sermos atacados tantas vezes. Temos que lutar para manter nossa capacidade de ver a vida com os olhos do próximo.

São tempos difíceis para os gentis. Mas, a gentileza pode sempre ser puxada como água de poço. Basta um esforcinho até atingir a superfície e depois, pronta para suprir as nossas necessidades.

A gente nunca sabe qual é a mala que o outro carrega. O quão pesada está, o quanto de tristeza está guardada, qual a luta a ser travada ou o quanto falta para percorrer com o peso nas costas. Não há motivos para encher ainda mais de pedras o caminho e dificultar a passagem daquele alguém. A gentileza tem efeito dominó, comece por você e veja o quanto os outros serão atingidos. E se não forem, se alguém parar no meio, não se assuste e não se deixe levar. Apenas pule uma peça e recomece em outro lugar, todos os dias.

Cada um carrega consigo uma metrópole caótica interna, os pensamentos rodam em turbilhão e muitas vezes não conseguimos abrir nossas portas para o ar entrar. O que tiramos disso é que todo dia é luta, todo dia é dia de se reinventar. Sendo assim, aquele bom dia dado sorrindo pode ser o que faltava para uma pessoa não perder a crença da bondade no outro.

Revista Pazes

Uma revista a todos aqueles que acreditam que a verdadeira paz é plural. Àqueles que desejam Pazes!

Recent Posts

Fotografia e seu papel na narrativa visual

A fotografia é uma das formas mais poderosas de comunicação visual. Ela permite que as…

7 dias ago

Pudim que conquistou Neymar viraliza e banca reforma de doceria em Santos

Um pudim, uma nota de R$ 100 e uma confeiteira corajosa no meio da rua…

1 semana ago

Anvisa exige retirada das prateleiras de esmaltes com substância proibida; confira a marca e tonalidades

Quem faz unhas em gel costuma olhar primeiro para cor, brilho e durabilidade. Desta vez,…

1 semana ago

Sabe quem é? Menina da foto conheceu sertanejo aos 15 anos e segue com ele até hoje (mais de 30 anos depois!)

A foto tem cara de lembrança tirada do fundo do baú: enquadramento simples, visual de…

1 semana ago

Após divórcio inesperado, mulher de 40 anos ganha uma nova chance no amor em filme n° 1 da Netflix

Existe uma fase da vida adulta em que certas mudanças chegam sem pedir licença. A…

1 semana ago

O filmaço de assalto a banco com Viola Davis e Liam Neeson acaba de estrear no streaming e você precisa ver!

Filmes de assalto costumam gostar de cronômetro, cofre, fuga e plano milimetricamente desenhado. As Viúvas…

1 semana ago