Durante a quarentena tem crescido imensamente a procura de dicas de filmes, séries e documentários. Ocorre que, diante de um leque enorme de possibilidades, buscamos um norte, uma opinião, uma diretriz sobre o quê e como encontrar conteúdos que verdadeiramente falem ao nosso intelecto e às nossas emoções, nestes dias.
Recentemente assisti a duas séries que achei formidáveis. Cada qual me tocou de forma diversa, mas ambas me fizeram não querer interromper a “maratona”, no que vi episódio a episódio quase que em imediata sequência. Assisti “Freud” e ainda “Nada Ortodoxa”, ambas na Netflix. Mas, após mergulharmos no ficcional, sentimos a necessidade de buscar novamente a realidade, momento em que fui em busca dos documentários.
What Happened, Miss Simone?
Uma das artistas menos compreendidas ao longo do século passado, Nina Simone foi retratada de modo intenso e singular no documentário que enfeixa gravações inéditas, imagens raras, cartas e entrevistas com pessoas que conviveram com cantora, pianista e ativista.
Na opinião da psicóloga Josie Conti, Nina Simone “deu voz à mais elevada forma de expressão humana, ela foi sensibilidade extrema em forma de música e de ideias”. O documentário mostra, de modo marcante, a oscilação de humor de Nina Simone. Em torno dessas graves oscilações é que de desenvolve todo o roteiro do documentário e, sem dúvida, este foi um tema central na vida de Nina.
Sobre isso, indaga a psicóloga Josie Conti: “Quais seriam os limites humanos que nos permitem manter ou perder a nossa sanidade? Racismo, um casamento abusivo, envolvimento político fortemente militante em uma época de profunda repressão, feridas de uma infância, em que passava cerca de 7 horas por dia estudando piano, agendas lotadas e quase nenhum descanso? Solidão… como uma alma tão sensível como a de uma artista com a intensidade de Nina Simone poderia sobreviver intacta a tantas agressões e provas de realidade?”
Abstract – A arte do design
O documentário foi lançado em fevereiro de 2017, na Netflix. O documentário seriado mostra um pouco dos trabalhos de alguns dos designers considerados grandes referências, nos últimos anos. O documentário é divido em 9 episódios, e cada um deles fala sobre um “designer” diferente.
Fala de arte, inspiração, sobre o que move a criação e como ela se desenvolve. Cada episódio é dedicado a uma personalidade específica e discorre sobre a sua carreira; a relação da carreira com a vida pessoal, principais trabalhos e projetos em andamento. Pode acender centelhas criativas em quem busca alternativas para uma vida melhor ou para um novo trabalhos.
Get me Roger Stone
O documentário “Get me Roger Stone” (EUA, 2017), foi produzido pela Netflix e dirigido pelo trio Dylan Bank, Daniel Di Mauro e Morgan Pehme. Trata-se de um mergulho nos bastidores de campanhas eleitorais norte-americanas, especialmente a eleição de Donald Trump.
Assistir ao documentário é um convite para relembrarmos, sobretudo, a campanha para a eleição presidencial brasileira de 2018. Mostra que no mundo do poder o maquiavelismo nunca esteve tão em voga. Aborda questões como disseminação de fake news de sorte a nortear a opinião pública do modo que lhe for mais favorável, mostrando que os fins sempre justificam os meios empregados, não importando quanto e como a verdade venha a ser sacrificada.
Espero que gostem das dicas!
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