Por Maria José Roldan

Claramente, não se pode generalizar, muitos maridos colaboram em casa, sabem que uma família é formada pela união de dois. O nascimento de crianças aumenta o estresse porque os pais têm menos tempo e menos dinheiro, mas o impacto é ainda maior nas mães. A quantidade de dinheiro que uma mãe teria que receber para compensar o tempo dedicado à maternidade deveria ser enorme.

Não há como negar o fato de que a maternidade é estressante. Há pesquisas que dizem que o estresse das mães tem um nível de 8,5 pontos em 10. Este número é bastante elevado, mas além do fato de que ter filhos é estressante, 46% das mulheres que foram questionadas (no total foram cerca de 7.000 mães norte-americanas) confessou que seus maridos as estressavam mais que seus próprios filhos.

Eles não ajudam como deveriam?

Muitas destas mães comentaram que seus maridos não faziam as tarefas domésticas e cuidavam dos filhos, assim a mãe, além de se adaptar à nova situação, também precisava se esforçar para suprir as necessidades das crianças e garantir o trabalho doméstico. Ainda hoje existem homens que, infelizmente, pensam que as mulheres são as únicas responsáveis por cuidar dos afazeres domésticos, trabalhando fora ou não, mas a realidade é que este pensamento enraizado na mentalidade masculina é vergonhoso e obsoleto.


Em uma família normal, pai e mãe devem compartilhar funções, na criação dos filhos e nas tarefas domésticas, algo que deve ser potencializado caso ambos trabalhem fora. Se um dos dois trabalha mais que o outro, as outras tarefas devem ser equiparadas, mas ambos têm a mesma responsabilidade no núcleo familiar.

As mulheres sentem o estresse da maternidade por causa da grande quantidade de trabalho que precisam realizar e a falta de cooperação que recebem de seus maridos/parceiros.

Conflitos matrimoniais

Existem vários estudos que associam o casamento com uma melhor saúde em geral, incluindo ainda menor risco de ataque cardíaco ou de câncer. Mas esses benefícios não surtem efeito quando há conflitos na relação ou desconforto.

Outro estudo descobriu que o casamento estressante pode ser tão prejudicial para o coração do indivíduo quanto uma vida dedicada ao vício do cigarro. Uma investigação feita pela Brandeis University e University College, também descobriu que um casal que se mantém em estado de tensão em casa pode carregar o estresse para o ambiente de trabalho, o que poderia aumentar as chances de um acidente vascular cerebral e doenças cardíacas.

A qualidade da relação afetiva é prejudicada

As crianças também são suscetíveis de aumentar a pressão sobre o casal. Um estudo de 2009 descobriu que 9 em cada 10 casais dizem que a qualidade de seu relacionamento foi reduzida após o nascimento de seu primeiro filho. As mães confessam que não têm tempo suficiente para fazer tudo, e que seus maridos passam a ignorar sua presença. A relação matrimonial pode ser muito afetada.

É necessário reduzir toda esta tensão

Se você não quer que seu relacionamento com o seu marido seja muito afetado, então terá que ser honesta com ele e dizer-lhe exatamente o que você precisa e o que você espera dele. Dê atenção redobrada a estas 5 dicas para melhorar o seu relacionamento, para que seu marido não te estresse mais que seus filhos, ou do que a própria maternidade:

– Tenha um bom planejamento familiar.
– Desfrute de bom senso de humor.
– Aprenda a dizer “não” e delegar responsabilidades.
– Concentre-se sempre no positivo.
– Lembre-se que você não se casou com ele apenas por senso de equipe, vocês se casaram por amor.

Texto publicado em espanhol no site Etapa Infantil. Tradução e adaptação da equipe da Revista Pazes.

Créditos da foto de capa  Dmytro Zinkevych/ via Shutterstock

 

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