“O poder dos introvertidos”, vídeo viral que você também necessita assistir

A Revista Pazes traz aos leitores uma incrível palestra que já foi vista por mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo. Nela, Suzan Cain dicorre, entre outros assuntos, sobre a tendência de se valorar muito o extrovertido e de se subestimar a introversão.

Abaixo, a transcrição da palestra:

O Poder dos Introvertidos

Susan Cain
[Susan entra no o auditório com uma pequen mala de mão]

Quando eu tinha nove anos, fui pela primeira vez a um acampamento de verão. Minha mãe encheu minha mala de livros, o que, para mim, pareceu a coisa mais natural do mundo, pois a leitura sempre esteve entre as prioridades da minha família. E isso pode até parecer antissocial, mas para nós era simplesmente uma maneira diferente de ser social: você pode ter o calor humano de sua família sentada ao seu lado, mas ao mesmo tempo também ser livre para se perder em aventuras dentro de sua própria mente. E eu achei que o acampamento seria mais ou menos assim, só que melhor. [risos] Eu vislumbrava dez meninas vestindo camisolas iguais, sentadas em uma aconchegante cabana, lendo. [risos]

O acampamento mais parecia uma festa onde todos estavam bêbados, mesmo sem terem bebido uma gota de álcool. Já no primeiro dia, nossa conselheira nos reuniu e nos ensinou um grito de guerra, explicando que nós o repetiríamos todos os dias daquele verão para instigarmos o espírito de acampamento. Era mais ou menos assim: “A-J-I-T-A-R, assim dizemos ajitar! Ajitar, ajitar! Nós queremos ajitar!”

Pois é… nem que eu gastasse minha vida inteira, eu entenderia porque deveríamos “ajitar”, ou porque tínhamos de soletrar a palavra agitar de forma incorreta. [risos] Mas eu cantei junto com todo mundo. Dei o melhor de mim. E fiquei esperando a hora em que eu poderia escapar e ir ler os meus livros.

Mas, na primeira vez em que eu tirei um livro da mala, a menina mais descolada do nosso quarto me perguntou: “Por que você está sendo tão certinha?”. Certinha, nesse caso, significando exatamente o oposto de “ajitada”. Na segunda vez em que tentei ler o livro, a conselheira veio conversar comigo com uma expressão muito preocupada no rosto, frisando sua fala sobre o espírito de acampamento e sobre como todos nós deveríamos nos esforçar para sermos extrovertidas.

Então eu coloquei meus livros de volta na mala e coloquei a mala embaixo da cama; e por lá meus livros ficaram pelo resto do verão. E me senti um pouco culpada por causa disso. Eu senti que os livros precisavam de mim de alguma forma, que eles estavam chamando por mim e eu os estava ignorando. E eu os ignorei mesmo, e não abri a mala até o final do verão, quando voltei para casa.

Estou contando essa história de acampamento de verão, mas eu poderia ter contado outras cinquenta histórias como essa, de outras vezes que entendi a mensagem de que, de alguma forma, o meu jeito quieto e introvertido de ser não era a melhor maneira de se comportar; que eu deveria tentar ser mais extrovertida. Mas, lá no fundo, eu sempre senti que essa demanda era um equívoco e que os introvertidos estavam perfeitamente bem vivendo do seu próprio jeito. Mas durante anos eu neguei essa intuição. Então eu me tornei, entre tantas possibilidades, uma avogada em Wall Street, e não a escritora que eu sempre quis ser – em parte porque eu precisava provar para mim mesma que eu poderia ser ousada e assertiva também. E sempre acabava indo para bares cheios de gente quando, na verdade, minha vontade era jantar tranquilamente com meus amigos. E eu fiz essas escolhas de autonegação tão automaticamente que eu nem sequer pude perceber que as estava fazendo.

E isso é o que nós introvertidos fazemos, e perdemos muito com isso. Mas a perda é também de nossos colegas e de nossas comunidades. E, correndo o risco de ser megalomaníaca, digo que é uma perda para o mundo. Porque quando falamos de criatividade e liderança, precisamos que os introvertidos façam aquilo que eles fazem de melhor.

Os introvertidos passam de um terço da população, chegando quase à metade. Isso quer dizer que uma a cada duas ou três pessoas que você conhece é um introvertido. Então, mesmo que você seja um extrovertido, eu estou falando aqui de seus colegas de trabalho, de seus cônjuges, de seus filhos, das pessoas sentadas ao seu lado neste exato momento. Todos esses introvertidos estão sujeitos a essas ideias preconcebidas, já tão profundamente arraigadas em nossa sociedade. Desde muito novos, todos nós introvertidos internalizamos esses preconceitos sem sequer termos aprendido uma linguagem adequada para expressar aquilo que estamos sentindo.

Mas, para conseguir entender esses estigmas, é preciso que você entenda o que é introversão. E ser introvertido é muito diferente de ser tímido. Timidez tem a ver com o medo de ser julgado socialmente. A introversão tem mais a ver com o modo com que você responde a estímulos, incluindo aqui os estímulos sociais. Os extrovertidos anseiam por uma grande quantidade de estímulos, enquanto os introvertidos se sentem mais vivos, mais ligados, mais capazes, quando estão em ambientes mais silenciosos e menos intensos. Não é assim o tempo todo – essas coisas não são absolutas – mas funcionamos assim na maior parte do tempo. Portanto, a chave para aproveitarmos melhor nossos talentos – e isso vale para todos nós – é nos colocarmos em uma zona de estimulação que seja proveitosa para nós.

Mas é nesse ponto que esbarramos em nossos paradigmas. Nossas insituições mais importantes – nossas escolas e nossos locais de trabalho – são projetadas para os extrovertidos, para atender à demanda de estímulos exigida pelos extrovertidos. E também sustentamos um sistema de valores, ao qual eu chamo de “novo pensamento de grupo”, que se apoia na crença de que as ideias mais criativas e mais produtivas vêm desses estranhos arranjos grupais.

Na minha época de escola, sentávamos em carteiras organizadas em fileiras e fazíamos grande parte de nosso trabalho de maneira bastante autônoma. Imagine agora uma típica sala da aula na atualidade: são aglomerados de carteiras, com seis ou até sete crianças, umas de frente para as outras. E são inúmeros os trabalhos em grupo propostos aos alunos. Mesmo em matérias como Matemática ou Redação, as quais dependem de um voo solo do pensamento, espera-se que as crianças se comportem como membros de um comitê. Desse modo, as crianças que preferem ficar sozinhas, ou que simplesmente gostam de trabalhar individualmente, acabam sendo vistas como excluídas ou, ainda pior, como crianças problemáticas. A grande maioria dos professores diz acreditar que um aluno ideal tem um perfil extrovertido, ainda que os introvertidos dominem mais facilmente os conteúdos e tirem melhores notas, de acordo com alguma pesquisa aí. [risos]

O mesmo vale para os nossos locais de trabalho. A maioria de nós trabalha em largos escritórios sem paredes, nos quais estamos sujeitos a um barulho constante e ao olhar de nossos colegas de trabalho. Quando se fala em liderança, os introvertidos são usualmente desconsiderados para tais posições, embora os introvertidos tendam a ser mais cuidadosos e menos propensos a correr riscos descabidos – que é algo que deveríamos apreciar nos dias em que vivemos. Uma pesquisa muito interessante realizada por Adam Grant, da Wharton School, concluiu que líderes introvertidos muitas vezes produzem resultados melhores do que os extrovertidos, pois, no trato com funcionários pró-ativos, os introvertidos tendem a deixar seus subordinados levarem suas ideias adiante, ao passo que um líder extrovertido pode, involuntariamente, ficar tão empolgado a ponto de interferir em tais ideias, imprimindo sua marca em tudo que toca, impossibilitando o desabrochar da criatividade de outras pessoas.

De fato, alguns dos líderes que transformaram nossa história eram introvertidos, como Eleanor Roosevelt, Rosa Parks, Gandhi – todos esses que citei se descreviam como pessoas calmas, contidas e até mesmo tímidas. E todos eles estiveram em evidência, ainda que todos os ossos de seus corpos clamassem para não estar naquela posição. E essa atitude, por si só, acabou sendo muito poderosa, já que as pessoas podiam sentir que eles estavam conduzinho o barco não porque gostavam de guiar os outros, nem porque se regozijavam no prazer de serem admirados; estavam lá porque não tinham escolha, porque foram conduzidos a fazer aquilo que eles achavam correto.

Bem, eu acho que a essa alutra é imporante eu ressaltar que eu adoro os extrovertidos. Sempre ressalto que alguns dos meus melhores amigos são pessoas extrovertidas, incluindo o meu amado marido. E todos nós podemos nos encaixar, obviamente, em algum ponto desse vasto espectro introversão/extroversão. Até mesmo Carl Jung, o psicólogo que popularizou esses termos, dizia que não há definições como “totalmente introvertido” ou “totalmente extrovertido”. Ele dizia que um homem que se encaixasse em uma dessas definições, seria um lunático em um manicômio, se esse homem viesse sequer a existir. Algumas pessoas se encontram bem no meio desse espectro, que é o que nós poderíamos chamar de “ambivertidos”, e eu costumo pensar que esses são os que têm em si o melhor desses dois mundos. Mas muitos de nós nos reconhecemos como sendo ou um, ou outro.

O que eu estou dizendo é que, culturalmente, precisamos de um equilíbrio muito melhor. Precisamos de mais yin/yang entre esses dois tipos de perfil. Isso é especialmente importante no que tange à criatividada e à produtividade, porque quando psicólogos analisam a vida das pessoas mais criativas, o que eles encontram são indivíduos muito bons em trocar ideias e levá-las adiante, mas que também apresentam traços marcantes de uma personalidade introvertida.

Isso porque, com frequência, a solidão é um ingrediente crucial para a criatividade. Darwin, por exemplo, se dispunha a longas e solitárias caminhadas, e vivia recusando convites para jantares. Theodor Geisel, mais conhecido como Dr. Seuss, acalentou diversas de suas incríveis criações na antessala de um campanário que ficava atrás de sua casa em La Jolla, Califórnia. Para falar a verdade, ele tinha medo de encontrar as crianças que liam seus livros, pois tinha medo que elas o imaginassem como um Papai Noel bonachão e ficassem decepcionadas com seu modo reservado de ser. Steve Wosniak inventou o primeiro computador da Apple sentado sozinho em seu cubículo na Hewlett-Packard, onde ele trabalhava na época. E ele diz que nunca nem teria se tornado um expert se ele não tivesse sido introvertido o suficiente para sair de lá quando percebeu que estava crescendo.

É claro que isso não significa que todos nós devemos parar de colaborarmos uns com os outros – prova disso foi a associação entre Steve Wozniak e Steve Jobs para começar a Apple Computadores –, mas isso significa que a solidão tem valor e que, para alguns, é o ar que eles respiram. Na verdade, há séculos já sabemos sobre o poder transcendente da solidão. E foi apenas recentemente que começamos a, estranhamente, esquecê-lo. Se você olhar para as grandes religiões da humanidade, encontrará peregrinos: Moisés, Jesus, Buda, Maomé. Peregrinos que partiram sozinhos para o deserto, onde tiveram signifcativas epifnanias e revelações, as quais trouxeram de volta para o restante da comunidade. Sem deserto, não há revelação.

Isso não é supresa para ninguém, principalmente se você levar em conta alguns pontos da psicologia contemporânea, que nos diz que não somos capazes de estar em um grupo sem nos espelharmos nos outros indivíduos, reproduzindo suas opiniões. Mesmo quando se trata de assuntos que parecem muito pessoais e viscerais, como por quem você se sente atraído, você vai acabar assumindo as crenças das pessoas que o cercam, mesmo que você não perceba que é isso que você está fazendo.

É notório que os grupos tendem a seguir as ideias de um membro mais dominante e carismático, ainda que não haja nenhuma correlação entre ser um bom orador e ter as melhores ideias. Nenhuma correlação! [risos] Você pode até estar seguindo a pessoa com as melhores ideias, mas pode ser que esteja se enganando. E você quer mesmo deixar isso por obra do acaso? Seria muito melhor para todo mundo se cada um pudesse ter um tempo para si mesmo e tivesse suas próprias ideias, livre das distorções produzidas pela dinâmica do grupo, e, depois, todos se reuniriam em uma equipe, em um ambiente organizado, para conversar sobre o que pensaram, e continuariam a partir desse ponto.

Bem, se tudo isso for verdade, então por que estamos fazendo tudo errado? Por que estamos organizando dessa maneira nossas escolas e locais de trabalho? E por que fazemos os introvertidos se sentirem culpados quando querem passar algum tempo sozinhos? Há uma resposta fundada em nossa história cultural. As sociedades ocidentais, e os Estados Unidos em particular, sempre valorizaram o homem da ação em detrimento do homem contemplativo. Porém, nos primórdios dos Estados Unidos, vivíamos o que os historiadores chamam de “cultura do caráter” e, naquela época, valorizávamos as pessoas pelo que elas eram e por sua retidão moral. E se você olhar os livros de autoajuda da época, todos eles tinham títulos como “Caráter, a coisa mais importante do mundo”, usando como referências sujeitos como Abraham Lincoln, que era louvado por ser modesto e despretensioso. Ralph Waldo Emerson se referia a ele como “um homem que não nos ofende com sua superioridade.”

Finalmente, chegamos ao século XX e entramos eu uma nova cultura, que os historiadores chamam de “cultura da personalidade”. E tudo começa com uma evolução de uma economia agrícola para um mundo de grandes negócios. Então, de uma hora pra outra, as pessoas começaram a se transferir de seus pequenos arraiais para as cidades. E, ao invés de trabalharem ao lado de pessoas conhecidas, passaram a ter que provar o seu valor para uma multidão de estranhos. É compreensível, portanto, que qualidades como carisma e magnetismo tenham se tornado tão importantes. E, com certeza, os livros de autoajuda também mudaram para atender a essas novas necessidades e começaram a ter nomes como “Como fazer amigos e influenciar as pessoas.” O novo cidadão modelo apresentado nesses livros é o homem de negócios. Esse é o mundo em que vivemos atualmente. Essa é a nossa herança cultural.

Não estou dizendo isso para dizer que as habilidades sociais não são importantes, ou que eu reivindico a abolição do trabalho em equipe. As religiões que enviam seus sábios, solitários, para as montanhas são as mesmas que nos ensinam a amar e a confiar. E os problemas que estamos enfrentando em nossos dias, nos campos da ciência e da economia, são tão vastos e tão complexos que precisaremos de batalhões de pessoas, trabalhando juntas, para resolvê-los. O que estou dizendo é que quanto mais espaço nós dermos aos introvertidos para que façam as coisas do seu jeito, maior é a chance de eles voltarem a nós com suas particulares soluções para todos estes problemas.

Agora eu gostaria de compartilhar com vocês o que eu trago em minha mala hoje. Vocês imaginam o que pode ser? Livros. Eu trago comigo uma mala cheia de livros. [Ela começa a tirar os livros da mala]. Este é o “Cat’s Eye”, de Margaret Atwood. Este aqui é um romance de Milan Kundera. E aqui está o “Guia dos perplexos”, de Maimônides. Mas estes não são livros meus. Eu os trouxe aqui hoje porque eles foram escritos pelos autores favoritos de meu avô.

Meu avô era rabino, viúvo, e morava sozinho no Brooklyn, em um pequeno apartamento – que era o meu lugar favorito no mundo quando eu era criança, em parte porque o lugar exalava sua gentileza e cortesia, e também porque era um apartamento repleto de livros. Quando digo repleto de livros, estou dizendo que cada mesa, cada cadeira daquele apartamento tinha cedido de sua função original para servir de base para pilhas e mais pilhas de livros. Assim como o resto da minha família, meu avô achava que ler era a melhor coisa que se pode fazer nesse mundo.

Mas meu avô tinha uma outra paixão: sua congregação. E era possível sentir esse seu amor nos sermões que ele pregava semanalmente, durante os 62 anos em que ele foi rabino. Ele levava para sua comunidade os frutos de suas leituras semanais e tecia, entre pensamentos humanistas e antigos ensinamentos, uma intrincada rede de ideias. As pessoas vinham de todos os cantos para ouvi-lo falar.

Mas uma coisa importante que devo dizer sobre meu avô é que, colocado de lado esse seu papel social, ele era uma pessoa modesta e introvertida. Era tão introvertido que tinha dificuldade de olhar nos olhos das pessoas para as quais estava acostumado a pregar há 62 anos. E mesmo fora do púlpito, se você fosse até ele para dar um “alô”, ele logo terminava a conversa, com medo de estar tomando muito do tempo do outro. Mas quando ele morreu, aos 94 anos, a polícia teve de fechar as ruas do bairro para acomodar a multidão que chorava sua morte. E ainda hoje eu tento tirar as minhas lições e aprender com o exemplo de meu avô.

Eu acabei de publicar um livro sobre introversão, o qual levei sete anos para escrever. Para mim, estes sete anos foram de puro êxtase, pois eu estava lendo, estava escrevendo, estava pensando, estava pesquisando. Era a minha própria versão das longas horas que meu avô passava sozinho em sua biblioteca. Porém, repentinamente, meu trabalho mudou: é estar aqui falando sobre o livro, falando sobre introversão. [risos] E isso é muito mais difícil para mim, porque, por mais honrada que eu esteja por estar aqui com vocês, este não é o meu habitat natural.

Assim sendo, eu me preparo da melhor maneira que posso para momentos como este. Ano passado, aproveitei todas as chances que tive para a prática do “falar em público”. Batizei este ano que estou vivendo de “ano de falar perigosasamente”. [risos] E tudo isso realmente me ajudou muito. No entanto, devo dizer, que aquilo que mais me ajuda é a minha consciência, minha crença, minha esperança de que, no que concerne às nossas atitudes em relação à introversão, ao silêncio e à solidão, estamos verdadeiramente à beira de uma mudança radical. Aos que compartilham comigo dessa visão, vou deixar três chamados para uma ação prática.

Número um: parem com essa loucura de fazer trabalho em grupo toda hora! Pa-rem! [risos] Muito obrigada! [aplausos] E eu quero ser muito clara sobre isso, porque eu sou daquelas que acreditam profundamente que nossos locais de trabalho devam ser mais informais, com conversas mais amenas e casuais, um lugar onde as pessoas se encontram e, por que ali estão, trocam ideias. Isso é ótimo! É ótimo para os introvertidos e é ótimo para os extrovertidos. Mas precisamos de mais privacidade, de mais liberdade e de mais autonomia no ambiente de trabalho. O mesmo vale para a escola. Precisamos ensinar nossas crianças a trabalhar em grupo, é claro, mas temos também que ensiná-las a trabalhar por conta própria. Isso também é extremamente importante para as crianças extrovertidas; elas precisam aprender a trabalhar sozinhas, pois muitos dos pensamentos mais profundos vêm desse momento.

Número dois: Vá para o deserto! Faça como Buda, tenha suas próprias revelações. Não estou dizendo que todos nós temos que nos isolar em cabanas no meio da floresta e nunca mais falarmos com ninguém; estou dizendo que todos nós poderíamos, com um pouco mais de frequência, nos desconectar dos outros e explorar nossas próprias ideias.

Número três: dê uma boa olhada nas coisas você carrega em sua mala e se pergunte por que você as colocou lá. Talvez, extrovertidos, suas malas também estejam cheias de livros. Ou talvez carreguem taças de champanhe ou equipamentos de paraquedismo. O que quer que seja, eu espero que você o use a cada chance que tiver e agracie-nos com sua energia e sua alegria. Agora, vocês, os introvertidos, sendo quem são, provavelmente terão o impulso de manter cuidadosamente guardado aquilo que há dentro de suas malas. Sem problemas! Mas de vez em quando, só de vez em quando, eu espero que vocês abram suas malas para que os outros possam vê-la, porque o mundo precisa de vocês e precisa das coisas que vocês carregam!

Por fim, desejo a todos vocês a melhor de todas possíveis jornadas e também a coragem para falar suavemente.”

Muito obrigada!
[aplausos]

Eis a palestra:

FONTEA tradução é de Ulisses, do blog HYPOMNEMATA.
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