“Futuras gerações dificilmente acreditarão que tenha passado sobre a terra, em carne e osso, um homem como Gandhi.”
Albert Einstein

É com essa afirmativa de Einstein que Humberto Rohden inicia o livro “Mahtma Gandhi”, publicado pela Editora Alvorada. No livro, Rohden discorre sobre a vida desse homem que, frágil fisicamente, conseguiu, com sua força moral baseada numa busca incessante pela Verdade, libertar 500 milhões de hindus escravizados pelas armas inglesas.

Para alcançar esse feito, Gandhi valeu-se de uma “arma secreta e não violenta”: todos deveriam praticar a ahimsa:

gandhi1 – não praticar violência material a ninguém, matando-o ou ferindo-o;
2 – abster-se da violência verbal, não falando mal dos seus opressoeres britânicos;
3 – jamais permitir a violência mental, abstendo-se de pensar mal dos seus inimigos e, ainda,
4 – não abrigar qualquer sorte de violência amocional, ou seja, jamais odiar secretamente os seus inimigos.

Sua luta vencedora, posto que conseguiu a libertação da Índia, rendeu a Gandhi anos de prisão e, ao contrário do que se possa imaginar, seu discurso de Paz trouxe ao Mahtma diversos inimigos até mesmo entre os seus.

Abaixo, Rohden narra a passagem desse homicídio que deixou milhares e milhares de pessoas com os olhos marejados e o coração já saudoso da sabedoria de Gandhi:

“Na tarde de 30 de janeiro de 1948, pouco depois das 5 horas, dirigia-se Gandhi novamente ao lugar da oração, apoiado por dois de seus devotos, porque a extrema debilidade não lhe permitia andar sozinho.

O chefe de polícia, receando novo atentado, seguia ao lado de Gandhi, levando na mão uma pasta fechada. Gandhi perguntou-lhe o que levava nessa pasta, e, não tendo resposta, observou com tristenza: “Já sei… uma arma de fogo para me defender… Enquanto uns ainda devem matar para defender os outros, eu não cumpri ainda a minha missão. Morram milhares como eu, mas triunfe a verdade Verdade!”

Foram essas as últimas palavras de Gandhi antes do atentado.
Nathuram Godse, com a mão direita no bolso, segurava um revólver. Gandhi saudou-o, à maneira hindu, juntando as palmas das mãos à altura do peito e inclinando a cabeça em gesto de fraternidade, dizendo “namasté”. Godse gandi 3correspondeu rapidamente à saudação simbólica, porque, como mais tarde confessou perante o tribunal, sentia a maior admiração por Gandhi, mas o seu patriotismo o obrigava a matar o inimigo número um da Índia. Depois da saudação, sacou o revólver e desfechou diversos tiros contra Gandhi.

Este tombou imediatamente, murmurando “Rama! Rama!.. Um amigo inclinou-se sobre o agonizante e o pedido formulado com voz débil que não castigassem o autor da morte.

E expirou.”

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