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*Por Eduardo Martins Balthazar

Um dos grandes poluidores da consciência, o orgulho é definido como autoadmiração excessiva, convicção de superioridade e baixa autocrítica. Esse sentimento, um dos piores, prejudica muito as relações humanas, principalmente porque afeta a todos ao redor, já que o orgulhoso se alimenta de ilusões e afasta-se gradualmente de si mesmo, caindo facilmente no incompletismo existencial.

Em minha experiência como pesquisador da consciência, afirmo que existem dois tipos de orgulhosos: os que manifestam esse poluidor da consciência através do exibicionismo e aqueles que são tímidos-orgulhosos, que expressam timidez porque não querem arranhar sua imagem. No entanto, é possível reagir a este sentimento e alcançar uma vida mais leve, mesmo percorrendo um longo caminho.

Os orgulhosos têm crenças muito arraigadas de que não têm valor, por mais que os fatos da vida mostrem exatamente o contrário, suas memórias sobre si mesmo continuam a reforçar esse cenário, como uma tendência a se automenosprezar e, então, o orgulho entra como mecanismo de defesa e contamina a personalidade.

Para identificar o orgulho e combatê-lo, é necessário questionar algumas atitudes e começar a enfrentá-las:

1. Autoexposição
Como você se posiciona diante de verdadeiras autoridades? Sente frio na barriga? Medo de falar? Isso é orgulho.

2. Autorretratação

Cometeu um erro e tem vergonha de pedir desculpas ou tocar no assunto? Isso é orgulho.

3. Autoconstrangimento
Quando você é contrariado ao emitir sua opinião sobre um assunto relevante, sente algum mal-estar ou vergonha ou contra argumenta de maneira veemente e tem vontade de mandar às favas o interlocutor crítico? Isso é orgulho.

4. Autoimagem
Assume dívidas além do orçamento, apenas para manter os mesmos hábitos dos seus amigos mais próximos e parecer igual a eles? Isso é orgulho.

5. Autopensenidade
Tem vergonha de expor sua intenção de fato, transparente, sem rodeios? Isso é orgulho.

6. Autodesconfiômetro
Agride verbalmente seus interlocutores, considerando-os errados, burros, incompetentes ou evidenciando a falta de respeito consciencial? Isso é orgulho.

7. Autoassédio
Já se fechou com vergonha de si mesmo por algum erro cometido? Isso é orgulho.

Todas essas vertentes do orgulhoso demonstram o quão difícil é enfrentar esse sentimento e quanto discernimento é necessário. Uma dica é aprender a se calar e desenvolver um comportamento discreto, se a consciência expressa orgulho com exibicionismo, ou então treinar a saída do silêncio, se o orgulho se manifesta com a timidez ou medo de se expor.

Você percebe que superou de vez o orgulho quando, em conversa entre amigos, não tem mais necessidade de contar alguma vantagem e nem permanece excessivamente calado, alcançando um verdadeiro equilíbrio de expressão e uma vida mais leve e sadia.

*Eduardo Martins Balthazar é médico cardiologista, consciencioterapeuta e autor do livro “Higiene Consciencial – Reconquistando a Homeostase no Microuniverso Consciencial”.

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