“Não à circuncisão feminina” – saiba como apoiar essa causa

A revista brasileira “Por dentro da África“, cuidadosamente editada por Natalia Luz, criou uma campanha para conscientizar sobre a circuncisão feminina. Elaborou um calendário informativo que será doado a todos aqueles que se dedicirem a integrar o grupo que luta contra esse flagrande desrespeito aos Direitos Humanos.

A Revista Pazes apoia essa campanha e compartilha o texto publicado por Natalia Luz:

“A circuncisão feminina é uma prática registrada em 28 países africanos e um ornamento que é parte da cultura. Diante das consequências para a saúde física e psicológica da mulher, um grupo da sociedade se levanta para erguer a bandeira do direito de abandonar essa tradição. Outro defende o costume como forma de pertencimento. Com o objetivo de esclarecer sobre a prática e de contribuir com o trabalho da Organização Safeway Womanhood, que cuida de uma comunidade de refugiados, principalmente crianças e mulheres, o Por dentro da África convida o público em geral para participar da campanha e disseminar informação sobre o tema.

Ao adquirir o calendário com fotos e informações sobre a prática, o leitor contribuirá com o trabalho (compra de medicamentos, macas, soro e vacinas, por exemplo) da Safeway Womanhood dedicada, principalmente, à saúde reprodutiva e a educação em relação à circuncisão feminina. Todo o lucro com a venda do calendário será destinado à organização sediada em Eastleigh, na cidade de Nairóbi, no Quênia. Mais do que uma campanha de doação para apoiar o trabalho da organização é uma campanha de conscientização sobre a prática. Toda a prestação de contas será atualizada no fim desta página!”

Depoimento de Natalia da Luz, fundadora do Por dentro da África

Sobre a circuncisão feminina

Em 1997, a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) emitiram uma declaração conjunta sobre a Mutilação Genital Feminina que descreveu as implicações da prática como abusiva para a saúde pública e os direitos humanos. No Quênia, assim como em muitos países da África, há leis que proíbem a prática, mas ainda há muita dificuldade de implementação.

De acordo com a OMS, a prática afeta mais de 130 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo. A cada ano, estima-se que mais de três milhões de meninas corram o risco de serem submetidas à prática. A maior prevalência de circuncisão feminina em todo o mundo é entre as mulheres somalis. Segundo relatórios da OMS, esse percentual é de 98%.

Para contribuir com esta causa e receber o calendário da Revista, ou para conhecer mais sobre esse assunto, clique AQUI.

FONTEPor dentro da África
COMPARTILHAR
Revista Pazes
Uma revista a todos aqueles que acreditam que a verdadeira paz é plural. Àqueles que desejam Pazes!



COMENTÁRIOS