Médica moçambicana é premiada por trabalho contra a SIDA (aids)

A médica moçambicana, Noorjehan Magid, responsável clínica do programa DREAM de combate à SIDA da Comunidade Sant’Egídio em Moçambique, recebeu, na Alemanha, o prémio Klaus-Hemmerle 2016 concedido pela organização cristã Movimento Fokolar.

Conforme noticiado pelo site DW, “o júri que lhe atribuiu a distinção realça que pretende honrá-la pelo trabalho desenvolvido na luta contra a SIDA (AIDS), mas também pelo empenho desta médica muçulmana em desenvolver um trabalho conjunto com cristãos e seguidores de outras crenças no seu país”.

Palvras de Noorjehan:
“Eu estou nesta área desde 2001. Tenho várias experiências. Tenho pessoas que chegaram até mim com o resultado do teste do HIV na mão e perguntaram: “Será que eu amanhã tenho que ir fazer o testamento?” Eu olhava para a pessoa e ria-me. “Se você quer fazer o testamento faz porque quer fazer, não tem nada a ver com a doença”. Hoje, essa pessoa chega ao pé de mim e eu brinco: “Já fez o seu testamento?” E ela responde: “Ah não, doutora, ainda não, estou a pensar”. Só para lhe dizer que são pessoas que, campanha sidaquando chegam às nossas mãos, chegam em desespero a pensar que vão morrer amanhã. Tenho pessoas que começaram a estudar e hoje são médicos, professores, engenheiros. Ainda esta semana recebi uma chamada dos colegas dos centros de saúde a perguntar se podemos dar medicamentos para mais tempo, porque tem alguém que vai fazer um doutoramento ou um mestrado fora do país. Aquela fase em que se pensava que “a doença me vai matar e eu tenho que fazer o testamento” já passou. Hoje as pessoas fazem o tratamento, estão bem, é um avanço, e tenho muitos exemplos para lhe dar.”

TEXTO DECristina Krippahl
FONTEDW
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