3 livros revolucionários que farão você repensar o futuro

“Viver sem ler é perigoso, obriga a se conformar com a vida, e a pessoa pode sentir a tentação de correr riscos”. Esta dura frase de Michel Houellebecq resume com muito acerto o que é a vida sem leitura. Por essa razão quero propor uma série de livros revolucionários que podem fazer você repensar o futuro.

A leitura é um hábito maravilhoso que se torna muito útil com o passar do tempo. É bom desenvolver o hábito de ler desde criança para que possamos descobrir mundos de fantasia, felicidade e humor desde pequenos. Além disso, é um exercício para a mente – que sempre estará desperta – e é uma excelente fonte de conhecimento.

No entanto, chega um momento no qual cada leitor tem a vontade de evoluir e ir além. Já aconteceu de você buscar algo mais em algum livro, filme ou revista? Nunca nenhum livro, filme ou obra de arte causou uma reviravolta em tudo o que você pensava?

Livros revolucionários ao longo da história

Ao longo da história da humanidade, foram escritos muitos livros revolucionários que quebraram padrões e convenções. Seja pela sua época, por seu conteúdo ou pela linguagem usada, não estiveram isentos de censura e incompreensão.

Podemos pensar em obras tão dilacerantes como “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel. Ou também em “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. Como esquecer de “O Manifesto Comunista”, de Karl Marx e Friedrich Engels. Outro para lembrar seria “O Decamerão”, de Giovanni Boccaccio.

Estamos tocando apenas a ponta do iceberg com os livros de que falamos acima. Felizmente, hoje em dia continuam existindo escritores capazes de nos causar um despertar impactante, nos fazendo sair do estado de letargia. Autores que conseguem levantar as questões necessárias para que repensemos nossa própria vida. A seguir vamos falar sobre os esses autores e suas obras.

“Submissão”, de Michel Houellebecq

Começamos o artigo com uma referência ao polêmico poeta e escritor Michel Houellebecq. Por isso parece sensato começar recomendando sua última obra, “Submissão”. É um duro relato que foi injustamente mal interpretado por uma boa parte do público leitor e não leitor.

“Quem controla as crianças controla o futuro, ponto final.”
– Submissão –

Houellebecq retrata, na obra, o profundo contexto de um partido islâmico moderado que alcança o poder na França, uma sociedade cansada e acomodada. Muitos acabaram vendo no livro um retrato contra os muçulmanos e seus costumes.

No entanto, o autor usa o simples fato de um partido que chega ao poder como trampolim para falar de uma sociedade francesa adormecida e aburguesada. Na realidade, Houellebecq retrata com frieza e certa tristeza um povo que parece perder, em alguns momentos, sua garra. Sua gente aceita tudo o que chega sem a mínima reflexão ou capacidade crítica. Um retrato da apática Europa atual? Eu diria que sim.

“A grande aposta”, de Michael Lewis

Descobrimos agora, com “A grande aposta”, outro retrato verdadeiramente polêmico do nosso tempo. Através de uma série de personagens reais que foram contra o próprio mundo e os mercados, Michael Lewis mostra uma sociedade ambiciosa e com uma sede louca por poder.

“Vivemos em uma era de fraude na América. Não só nos bancos, mas também no governo. Educação, religião, comida, até mesmo baseball.”
– A grande aposta –

Na realidade, a crônica da crise de 2008 que atrapalhou a vida de tantas pessoas em todo o planeta é uma desculpa. Lewis, com sua poderosa prosa e tom cínico, nos mostra como seres com uma avidez por dinheiro tão brutal que se esqueceram totalmente da importância dos valores.

O mais triste de “A grande aposta” é que o próprio Lewis não aposta, perdoe pela redundância, na humanidade. No fim, nos ensina que por mais que o tempo passe, algumas poucas pessoas sempre se aproveitarão do resto enquanto a vida continuar.

“Persepolis”, de Marjane Satrapi

Terminamos nossa polêmica trilogia com um romance gráfico de Marjane Satrapi. Seu nome é “Persepolis”. Através de suas páginas , narra suas desventuras em um Irã no qual penetra e cala com força o Islã mais reacionário.

“Morrer como mártir é injetar sangue nas veias da sociedade.”
– Persepolis –

Satrapi conta sua própria epopeia para sair de um país no qual um golpe de estado “supostamente perpetrado” pelos serviços secretos norte-americanos deu um governo legítimo ao povo. Com isso, a indignação se apodera da nação, o que cria a possibilidade de cultivo ideal para o radicalismo religioso.

Como você pode verificar, os livros revolucionários podem ser ideais para despertar a consciência. Se você que se somar a eles, use este artigo como convite, querido leitor, porque garanto que você não vai se arrepender. Antes de começar a primeira frase você será um, e ao terminar de ler o último ponto, você será outro.

TEXTO DEPedro Liberdade
FONTEA mente é maravilhosa
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